Os Mauro e o automóvel
Segundo o livro “Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte” de P.E. Salles Gomes (*), o pai de Humberto Mauro, Caetano Mauro trabalhou como engenheiro residente da Estrada de Ferro Leopoldina em Palma, por volta de 1910.
Neste mesmo livro à página 26 é relatado o primeiro acidente de automóvel que ocorreu em Cataguases, no ano de 1912 e causou enorme polêmica nos municípios de Cataguases e Leopoldina, como inflamados artigos nos jornais "O Cataguazes" e "A Gazeta de Leopoldina".
O automóvel da Companhia Força-Luz Cataguazes Leopoldina com cinco ocupantes:
1-Gabriel Ribeiro Junqueira, engenheiro a Força-Luz Cataguazes-Leopoldina
2-José Villas Boçadas, proprietário do hotel Vilas
3-Humberto Mauro (futuro cineasta)
4-Álvaro Costa Reis (no livro como desconhecido. Filho senador Dr. Bernardo Cysneiro da Costa Reis e morava em Providência).
5-Vitalino, o “chauffert”
Eles se dirigiam à Usina Maurício quando ocorreu o atropelamento.
Os ocupantes alegaram que a vítima, Gabriela Maria de Jesus havia morrido pelo susto de ver o automóvel, versão esta desmentida depois pelo exame de corpo de delito.
(*) Editora Perspectiva – São Paulo – 1974.
terça-feira, outubro 02, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
sábado, setembro 08, 2007
Família Reif
Recebi na semana passada um e-mail de Francisco Tomasco de Albuquerque de Niterói(RJ) e em anexo veio um estudo genealógico bastante completo sobre a sua família Reif.
A família Reif morou por muitos anos na região e onde ainda possui descendentes. Tinham propriedades pelos lados da Baraúna(caminho para Laranjal). Existe às vezes uma variação da grafia, mas a família é a mesma.
Não se tem uma data precisa da vinda do primeiro membro desta família para a região. No Livro de Notas do Capivara às folhas 19 e 20 existe o seguinte registro do escrivão Francisco Homem da Costa Noronha de 19 de fevereiro de 1868:
Escritura publica de um ajuste de Obras que fazem o Doutor Francisco Antonio Reif e José Luiz da Silva como abaixo se declara.
Saibão quantos este publico Instrumento de Escriptura de ajuste de obra virem que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e secenta e oito, aos tres dias do mes de Setembro do mesmo anno, nesta Freguesia de S. Francisco de Assis do Capivara, termo da Leopoldina, Comarca do Rio Pomba, em meu Cartório compareceu o Doutor Francisco Antonio Reif e José Luiz da Silva e por elles em presença das testemunhas no fim assignadas celebrou-se o contracto seguinte: Jose Luiz da Silva official de Carpinteiro diz que se obriga a fazer uma machina de prepara café pelas dimensões seguintes: sendo um moinho de pedras para descascar, três pilões com uma mão em cada pilão, para banir; obrigando se mais o ditto José Luiz da Silva a dar prompta a ditta obra athé o dia 31 de dezembro próximo futuro, salvo havendo infermidade que o prive de concluir a obra dentro do referido prazo, obrigando-se mais digo obriga-se mais que a obra promptifique cem arrobas de café diariamente. Ficando o Doutor Antonio Reif obrigado a pagar ao dito official a quantia de 850$000 (oitocentos e cincoenta mil réis) logo que o ditto official entregue dentro do prazo a referida obra, prompta e revisada e aprovada, disse mais o doutor que se obriga a dar as ferramentas que for necessário, as pedras para o moinho, as madeiras cerradas ou que forem necessário cerrar se caibros, ripas, paus a piques, telhas e escravos para suspender as madeiras para a dita obra e dar para os officiais cammas, commida e roupa lavada. Se o official não concluir a dita obra no prazo por motivo não justificado, ficará sujeito a perder todos os serviços que tiver feito. E o doutor Reif indenizado pela quantia de 850$000 caso o official não conclua por motivo justificado. O Escrivão Francisco Antonio Eugenio Junior.
Recebi na semana passada um e-mail de Francisco Tomasco de Albuquerque de Niterói(RJ) e em anexo veio um estudo genealógico bastante completo sobre a sua família Reif.
A família Reif morou por muitos anos na região e onde ainda possui descendentes. Tinham propriedades pelos lados da Baraúna(caminho para Laranjal). Existe às vezes uma variação da grafia, mas a família é a mesma.
Não se tem uma data precisa da vinda do primeiro membro desta família para a região. No Livro de Notas do Capivara às folhas 19 e 20 existe o seguinte registro do escrivão Francisco Homem da Costa Noronha de 19 de fevereiro de 1868:
Escritura publica de um ajuste de Obras que fazem o Doutor Francisco Antonio Reif e José Luiz da Silva como abaixo se declara.
Saibão quantos este publico Instrumento de Escriptura de ajuste de obra virem que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e secenta e oito, aos tres dias do mes de Setembro do mesmo anno, nesta Freguesia de S. Francisco de Assis do Capivara, termo da Leopoldina, Comarca do Rio Pomba, em meu Cartório compareceu o Doutor Francisco Antonio Reif e José Luiz da Silva e por elles em presença das testemunhas no fim assignadas celebrou-se o contracto seguinte: Jose Luiz da Silva official de Carpinteiro diz que se obriga a fazer uma machina de prepara café pelas dimensões seguintes: sendo um moinho de pedras para descascar, três pilões com uma mão em cada pilão, para banir; obrigando se mais o ditto José Luiz da Silva a dar prompta a ditta obra athé o dia 31 de dezembro próximo futuro, salvo havendo infermidade que o prive de concluir a obra dentro do referido prazo, obrigando-se mais digo obriga-se mais que a obra promptifique cem arrobas de café diariamente. Ficando o Doutor Antonio Reif obrigado a pagar ao dito official a quantia de 850$000 (oitocentos e cincoenta mil réis) logo que o ditto official entregue dentro do prazo a referida obra, prompta e revisada e aprovada, disse mais o doutor que se obriga a dar as ferramentas que for necessário, as pedras para o moinho, as madeiras cerradas ou que forem necessário cerrar se caibros, ripas, paus a piques, telhas e escravos para suspender as madeiras para a dita obra e dar para os officiais cammas, commida e roupa lavada. Se o official não concluir a dita obra no prazo por motivo não justificado, ficará sujeito a perder todos os serviços que tiver feito. E o doutor Reif indenizado pela quantia de 850$000 caso o official não conclua por motivo justificado. O Escrivão Francisco Antonio Eugenio Junior.
terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
Viagem a Palma
Adolfo Lúcio, um palmense, e vários membros do Lobo Negro MotoClube do Brasília fizeram uma viagem daquela cidade até Palma. Leia o relato no endereço: http://www.lobonegro.com.br/Relato01.htm
Adolfo Lúcio, um palmense, e vários membros do Lobo Negro MotoClube do Brasília fizeram uma viagem daquela cidade até Palma. Leia o relato no endereço: http://www.lobonegro.com.br/Relato01.htm
segunda-feira, agosto 27, 2007
Transplante
Publicada na revista Veja de 04/10/2006 - edição 1976 a seguinte carta:
No dia 2 de agosto, uma querida amiga brasileira que morava havia anos em Nova York foi atropelada por um carro e teve morte cerebral. Seus órgãos, além de pele, ossos, veias e outros, foram doados, o que favoreceu cinqüenta pessoas. Ela foi enterrada no Brasil (em Cisneiros, MG). Técnicas modernas e rápidas são imprescindíveis. Vontade do doador e facilitação da família, também.
Mônica Delfraro David Campinas, SP
Publicada na revista Veja de 04/10/2006 - edição 1976 a seguinte carta:
No dia 2 de agosto, uma querida amiga brasileira que morava havia anos em Nova York foi atropelada por um carro e teve morte cerebral. Seus órgãos, além de pele, ossos, veias e outros, foram doados, o que favoreceu cinqüenta pessoas. Ela foi enterrada no Brasil (em Cisneiros, MG). Técnicas modernas e rápidas são imprescindíveis. Vontade do doador e facilitação da família, também.
Mônica Delfraro David Campinas, SP
domingo, agosto 26, 2007
Cidadãos anônimos
O estudo da história de uma região ou cidade – por mais isento – não é possível reproduzir com fidelidade o que realmente ocorreu. Muitos fatos relevantes são esquecidos e outros valorizados demais. Isto ocorre com os fatos e as pessoas.
A colonização de Cisneiros e Palma teve a participação de muitas famílias, algumas nem citadas neste trabalho, não por omissão, mas sim por falta de documentos.
Os escravos, serviçais e outros que ajudaram a construir nossa cidade e seus nomes e histórias de vida se perderam no tempo.
A estes cidadãos anônimos: a nossa homenagem.
O estudo da história de uma região ou cidade – por mais isento – não é possível reproduzir com fidelidade o que realmente ocorreu. Muitos fatos relevantes são esquecidos e outros valorizados demais. Isto ocorre com os fatos e as pessoas.
A colonização de Cisneiros e Palma teve a participação de muitas famílias, algumas nem citadas neste trabalho, não por omissão, mas sim por falta de documentos.
Os escravos, serviçais e outros que ajudaram a construir nossa cidade e seus nomes e histórias de vida se perderam no tempo.
A estes cidadãos anônimos: a nossa homenagem.
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