sábado, junho 02, 2007

Aniversário de Cisneiros

Cisneiros faz aniversário hoje. Nesta data completa 117 anos da criação do distrito.

terça-feira, maio 29, 2007

Questão de divisas

A missão desempenhada pelo Dr. Bernardo Cysneiro em setembro de 1897, não houve acordo com relação às divisas entre o estado de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Tempos depois, foi designado J.P. Xavier da Veiga, importante historiador e político. A sua missão também não obteve êxito.

Em seu relatório apresentado ao governo de Minas Gerais, incluiu uma carta recebida do Dr. Bernardo Cysneiro:

Estação de Cysneiros, 14 de janeiro de 1899.

Recebi hontem à noite sua estimada carta de 11 do corrente, e, conforme o seu pedido, passei o telegramma seguinte: "Decreto foi base do accordo e o status quo é a sua consequencia.

Lendo o art. 3º , proposto por mim, apesar de não ter sido acceita a ultima parte, verá que a interpretação não pode ser outra, isto é, a mesma que o amigo dá; pois tudo girou sobre o decreto de 19 de maio de 1843 , do qual fiz questão capital, e não cedi uma linha até mesmo quando propuz o arbitramento.
...
O Estado do Rio não tem a seu favor um documento de peso, tanto que os poucos apresentados eu fiz mineiros.
É um naufrago que se apega a uma fragil taboa de salvação - posse! posse! posse! e nada mais. Basta-lhe dizer que a ultima commissão de engenheiros do Rio chrismou em seu mappa o tradicional ribeirão de Santo Antonio dos Brotos, hoje Miracema, que corta o arraial, com os nomes de ribeirão dos Bastos ou Angico !!!...

A questão das divisas persistiu até os anos 50, quando teve uma solução definitiva. É uma medida legal, mas no dia-a-dia, pela posição geográfica, os habitantes de Palma continuam mantendo um fluxo de comércio muito grande com diversas cidades do estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Revista do Archivo Publico Mineiro - 21.

Agradeço a pesquisadora Nilza Cantoni que forneceu estas informações.

segunda-feira, maio 28, 2007

Família Machado

Provenientes de Bocaina(MG), os filhos de Severino José Machado e Maria Antonia de Jesus espalharam-se pela parte norte do município de Recreio.

Existem registros dos seguintes nos documentos de Conceição da Boa Vista:

1-Luiza Ignacia de Almeida, casada com João Domingues Alves. Radicaram em Itapiruçú e entre seus descendentes estão irmãos José Jairo e Jairzinho que possuiram uma casa de comércio bastante conhecida.

2-Antônio José Augusto Machado, casado com Maria da Glória de Almeida. Migrou para a Baraúna. Faleceu por volta de 1937. Em 1881 vendeu sua parte na herança do pai: 5 alqueires. Em 1883 vendeu a herança de sua avó materna: 26 hectares. Com o produto da venda, teria comprado uma pequena propriedade em Itapiruçú, vizinha de parentes de sua esposa. Seus descendentes estão espalhados e, em Cisneiros mora Sinval de Paula Machado e família.

3-Francisco José Machado, casado com Julia Inacia de Moraes. Continuou vivendo nas terras herdadas de seu pai e avó materna, em Bocaina. Muitos homônimos na descendência, dificultando a organização da família.

4-João José Machado, casado com Ana Venancia da Silva.

5-Mariana Antonia de Almeida, falecida solteira, na Bocaina.

6-Rita Antonia de Almeida, casada com Luiz Basilio de Moraes. Sem informações sobre localização e descendência.

O casal Severino José Machado e Maria Antonia de Jesus deve ter tido mais filhos, como era costume na época. Seu filho, Antonio Augusto Machado teve 17 filhos, sendo os caçulas Ricardo Augusto Machado e Marcelino Augusto Machado, nascidos em 1894 e 1896, respectivamente.

Na região de Palma e Laranjal existiram e ainda existem famílias com sobrenome Machado, sem nenhum vínculo parentesco.

Agradeço a colaboração de Nilza Cantoni de Petrópolis(RJ) que forneceu os dados para este artigo.

terça-feira, maio 22, 2007

Francisco de Paula Carvalho

O Sr. Francisco de Paula Carvalho, pai de minha avó Dona Turca era muito conhecido em Cisneiros por Chico Henriqueta, apelido que odiava. E quando era chamado por este apelido imediatamente retrucava que seu nome era Francisco de Paula Carvalho e perguntava se o mesmo o queria por escrito.

A mãe dele, Dona Henriqueta Vieira era irmã de Emília Vieira da Silva. Emília era mãe da Dona Gabriela e avó da Dona Namir, professora muito querida em Cisneiros.

Lembro-me bem, quando vinha a Cisneiros visitar minha avó Turca. Era muito alto, acho que devia ter por volta de 1,90m e sempre bem vestido de paletó, gravata, chapéu e anéis nos dedos. Extremamente educado com as pessoas, falava um português correto, parecia até mesmo um cavalheiro inglês.

Herdou terras e também conseguiu adquirir com seu trabalho e dos filhos e filhas. Na crise de 1929 sofreu abalo nas finanças pois tinha investido muito nesta cultura. Anos depois emprestou dinheiro e avalizou um sobrinho rico que da noite para o dia, faliu.

Minha avó contava que ao saber da falência do sobrinho, dirigiu-se a casa deste, queria ver o que poderia recuperar do seu prejuízo. O sobrinho tinha muitos filhos e lhe disse que a única coisa de bem que poderia lhe dar em troca da dívida seria um dos garotos. Francisco de Paula já viúvo agradeceu a oferta e foi embora, perdendo as economias.

Bastante desiludido com a agricultura, vendeu suas terras e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver tranquilamente e gastar o pouco que restava. Passava os dias lendo jornais e namorando viúvas.

E para ter uma renda, em Cisneiros, onde vinha de vez em quando, investia em criação de porcos através de meeiros e, segundo Dona Turca era por volta de cinco.

Certa vez, surgiu um boato de que havia falecido. Os meeiros nem prestaram conta e venderam todos os porcos e gastaram o dinheiro.

Dias depois, Francisco de Paula foi a casa de um dos meeiros acertar as contas e este ficou apavorado, pensando se tratar de um fantasma. O meeiro havia vendido os porcos e comprado um rádio.

Perdeu todo seu investimento e o boato de sua morte acabou virando piada.

sexta-feira, maio 18, 2007

quinta-feira, maio 17, 2007

Escrevendo a história

Semana que vem, este blog completa um ano na rede. A idéia surgiu em trocas de mensagens no orkut com a Ana Clara Fagundes Finamore Frederic.

Comecei a escrever os primeiros textos e não esperava que teria fôlego e material para manter a publicação. Mas fazendo um pouco a cada semana e mês, vamos escrevendo e contando a história da nossa terra.

Por volta de 1984, quando publicava um jornalzinho - inesquecível "O Porta-Voz Cisneirense" -resolvi escrever um artigo sobre a história da fundação de Cisneiros. Como não tinha material, procurei a Adelaide Guedes no cartório. Ela foi muito atenciosa e forneceu-me algumas informações sobre a fundação e sobre o Dr. Costa Reis. Desisti de escrever o artigo pela falta de base sólidas nos dados.

Já em 1986, resolvi pesquisar a história do município de Palma com o objetivo de escrever um livro. Na época fiz diversas visitas a cidades da região: Recreio, Cataguases, Leopoldina e Juiz de Fora. Em Cataguases, nesta época Jorge Araújo estava organizando o arquivo pública da prefeitura e lá consegui ter acesso a importantes documentos da Câmara Municipal e registros de notas antes de 1890. Por carta, consegui muitas informações da Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional do Rio de Janeiro.

Estive também na paróquia de Palma e Recreio e consegui registros de nascimentos e casamentos que confirmava aproximadamente a época da chegada das diversas famílias que povoaram o município.

Desde criança, em casa, ouvia histórias da minha avó Turca, sobre a ocupação das margens do Rio Pomba, onde hoje está Cisneiros. As que mais gostava de ouvir era sobre Firmo de Araújo e que sem dúvida é o maior personagem de nossa história. Firmo de Araújo era uma pessoa determinada a fazer tudo que queria e seu objetivo maior era fazer de Palma cidade e também uma grande cidade. Pelo jeito de ser tinha muitos amigos e mais ainda inimigos. Na realidade, hoje Firmo de Araújo além de um personagem historio, tornou-se uma lenda. É quase impossível descobrir se tudo que contaram e ainda contam sobre ele era verdade. Em 1981 fiz a tentiva frustrada de escrever um romance histórico onde a trama girava em torno de Firmo de Araújo.

Agora uma coisa é certa: ele praticamente fez Palma. Depois de sua morte, os que passaram mantiveram sua obra, a cidade não avançou mais.

Neste um ano de blog, muitos fatos nebulosos foram esclarecidos e outros, acredito que ainda o serão.

A colaboração de muitas pessoas que amam o nosso município está permitindo que esta história esteja sendo escrita.

E aqui continuamos.

quarta-feira, maio 09, 2007

A história por fotos

Já dizia os chineses que uma imagem vale mais por mil palavras. Abaixo, mais fotos enviadas por Marcelo Barandier do Rio de Janeiro(RJ).


Engenho muito antigo, movido por bois - os rolos onde passam a cana são duas toras enroladas com vergalhão para moer bem. O velho ao fundo, mexendo o tacho com um remo nesta época tinha 101 anos. Foto de 1980.

Várias pessoas numa cachoeira em Itapiruçú.

Caminho para a cachoeira em Itapiruçú, do lado esquerdo vê-se uma moita de bambú.

Filhos de Marcelo Barandier e netos de Cicida Guedes. Do lado direito o armazém da CASEMG. Ao fundo a casa da Dona Zica

A Rua da Igreja num dia de chuva

Ao fundo o armazém da CASEMG e a casa da família de Jamil Salum

Uma fota da ponte de ferro, já calçada com pranchões

Rita Barandier na antiga estação de trem e ao fundo a caixa d'água. Foto de 1983.

Mais uma na ponte de ferro.

Vagões que ficavam estacionados em Cisneiros.

Ao fundo o armazém da CASEMG e por esta foto é possível ter idéia do seu tamanho.

Um carro de boi e, apesar do progresso, em Cisneiros ainda é possível encontrá-lo. Na foto, sendo usado para o transporte de canas.

O majestoso Rio Pomba.

No sítio, um fogão de lenha.



No pasto vários bois, ao fundo o armazém da CASEMG.

Telegrama enviado ao Dr. Waldemar Lima Gouvêa pelo governador de Minas, Magalhães Pinto.


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