sexta-feira, janeiro 04, 2008

Conversa com Joaquim Batista

Sempre gostei de ouvir as histórias contadas pelas pessoas mais velhas. Em Cisneiros ainda existe esta tradição oral, uma forma muito interessante de preservar a memória. Meu avô Joaquim Batista Ferreira é um grande contador de história e tem uma memória excelente e está com 81 anos, completados em 17 de setembro do ano passado.

Contou-me um fato interessante – a construção do matadouro de Cisneiros foi uma exigência da empresa construtora do armazém da CASEMG. Palma e Itapiruçú tiveram seu matadouro municipal muitos anos depois.

Joaquim Batista Ferreira - 13/10/2007

E por volta de 1942, a pessoa mais abastada de Cisneiros era Caetano Guedes, responsável pelo fornecimento de madeira para estrada de ferro. Segundo ele, onde hoje fica a praça de Cisneiros, durante o dia ficava mais ou menos uns 20 carros-de-boi descarregando madeira, vinda de várias localidades do distrito.

A madeira era carregada nos vagões conhecidos como “lenheira” e transportada para Recreio, onde os depósitos eram centralizados.

Ele lembra também que seu irmão, João Batista Ferreira, trazia a Cisneiros meio-carro de bananas, vendida principalmente aos trabalhadores da ferrovia.

Segundo Joaquim Batista Ferreira, as crianças que moravam nas roças passaram a estudar na escola de Cisneiros por volta de 1948. Até esta época estudavam somente quem moravam na séde do distrito.

Estes depoimentos, como outros publicados aqui no blog, enriquecem cada vez mais a nossa história.

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