terça-feira, maio 29, 2007

Questão de divisas

A missão desempenhada pelo Dr. Bernardo Cysneiro em setembro de 1897, não houve acordo com relação às divisas entre o estado de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Tempos depois, foi designado J.P. Xavier da Veiga, importante historiador e político. A sua missão também não obteve êxito.

Em seu relatório apresentado ao governo de Minas Gerais, incluiu uma carta recebida do Dr. Bernardo Cysneiro:

Estação de Cysneiros, 14 de janeiro de 1899.

Recebi hontem à noite sua estimada carta de 11 do corrente, e, conforme o seu pedido, passei o telegramma seguinte: "Decreto foi base do accordo e o status quo é a sua consequencia.

Lendo o art. 3º , proposto por mim, apesar de não ter sido acceita a ultima parte, verá que a interpretação não pode ser outra, isto é, a mesma que o amigo dá; pois tudo girou sobre o decreto de 19 de maio de 1843 , do qual fiz questão capital, e não cedi uma linha até mesmo quando propuz o arbitramento.
...
O Estado do Rio não tem a seu favor um documento de peso, tanto que os poucos apresentados eu fiz mineiros.
É um naufrago que se apega a uma fragil taboa de salvação - posse! posse! posse! e nada mais. Basta-lhe dizer que a ultima commissão de engenheiros do Rio chrismou em seu mappa o tradicional ribeirão de Santo Antonio dos Brotos, hoje Miracema, que corta o arraial, com os nomes de ribeirão dos Bastos ou Angico !!!...

A questão das divisas persistiu até os anos 50, quando teve uma solução definitiva. É uma medida legal, mas no dia-a-dia, pela posição geográfica, os habitantes de Palma continuam mantendo um fluxo de comércio muito grande com diversas cidades do estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Revista do Archivo Publico Mineiro - 21.

Agradeço a pesquisadora Nilza Cantoni que forneceu estas informações.

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