quarta-feira, julho 12, 2006

Jorge da Ilha

Ilha do Jorge, em dezembro de 1988

Uma figura muita conhecida em Cisneiros pela sua excentricidade de morar por quase toda sua vida em uma ilha e por sua conversa ser ouvida a quilômetros.

Nos últimos tempos lia mais livros de auto-ajuda e exotéricos.
Depois que aposentou passou a ir a Palma uma vez por mês e na volta passava em Cisneiros onde fazia compras e mesmo sendo adepto da vida natural, levava muitos enlatados.

Ao encontrar com pessoas amigas, próximas a sua idade, dizia do seu jeito que a pessoa estava velha e acabada e ele, jovem, esbanjando saúde. Voltava à pé pela estrada a beira do rio Pomba e sempre parava na fazenda Aliança e ficava conversando por horas com o senhor Zeca Lima e empregados.

Muitos que visitam sua ilha ficavam impressionados com a familiaridade que tinha com os bichos e dizia que isto era porque ele os respeitava, coisa que outros não faziam. Contam que uma vez ficou chorando ao descobrir que uma cobra limpa-mato havia morrido.

Na ilha, morava em uma barraca feita rusticamente com trocos, onde cabia somente sua cama e seu rádio, e coberta de lona plástica preta.

Apesar de ter uma boa cultura e se expressar bem, não deixou nada escrito.

Este é o terceiro post sobre Jorge da Ilha, mas sua história de vida, tem assunto para um livro.

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